
terça-feira, 31 de março de 2009
Rá.

Na segunda passada ia postar alguns comentários sobre o 'CQC', mas achei que não valia. Então, hoje, o Arnaldo Branco manda essa: "Às voltas com acusações de hermetismo de gente que nunca viu um filme dele, Woody Allen sempre responde quando perguntam porque costuma ser confundido com um intelectual: “É que eu uso óculos”.
Aqui acontece algo parecido: nós confundimos humor raso com inteligente por causa do adereço, é por isso que os caras do CQC usam terno. Do contrário, todo mundo perceberia que aquilo é um programa ordinário de pegadinha que sacaneia político em vez de empregada doméstica." (Leia o texto inteiro aqui:
http://www.revistazepereira.com.br/o-mito-do-humor-inteligente/)
A propósito, sei que não é fácil extrair algo divertido em poucos segundos de contato com o entrevistado/zoado/desavisado, mas não é essa a proposta do programa? Pegar o cara desprevenido, zoar e deixá-lo sem resposta? Como com os disléxicos da escola? Por que não chamar o fulano para um estúdio e fazer uma entrevista divertida? Dá mais trabalho para os roteiristas? Pô, até o Space Ghost fez isso! Bem, esse é o esboço de meus comentários sobre o programa:
- O cenário é mais estúpido e nocivo que a cena de 'Pikachu' que causou convulsões em algumas crianças;
- Quando os apresentadores fazem "uhhhhhhhhh" (ainda fazem?), bem afeminados, não tem graça. É constrangedor.
- O Top 5, além de não ter graça, usa vídeos vistos milhões de vezes antes no YouTube.
- Constranger um entrevistado nem sempre é engraçado. Ou inteligente. Qualquer turma colegial do fundão faz melhor.
- Aliás, humor tem de ser engraçado, não inteligente. Essa qualidade deve ser usada pelos filósofos, quiça balconistas de informações.
- Humorista fazer denúncia social é como usar nariz de palhaço para protestar. Falta um pouquinho de credibilidade e propósito.
- Stand-up comedy não é mais digno, nem mais bacana, nem mais engraçado, que o 'Perú da Festa', do Costinha.
- Caralho, o programa original é argentino. Temos mesmo de imitar algo deles que preste? Por que não o futebol?
sexta-feira, 20 de março de 2009
A crise é geral
sexta-feira, 13 de março de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
Tom Cruise?
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
"Queria estar debaixo da terra."
Fiquei devendo o trailer do documentário 'Who Killed Nancy?', de Alan Parker. Aí vai:
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
El mundo és un barrio
O Matias postou o trailer do novo documentário de Stacy Peralta, sobre as gangues Crips e Bloods, cuja rivalidade atravessa mais de três décadas de matança e influênciou todo o gangsta rap, que não por acaso nasceu em Los Angeles. Isso me lembrou de um doc. feito pela History Channel sobre a Mara Salvatrucha, que pode ser descrita como o pior pesadelo do segmento. No início, eram salvadorenhos fugidos da guerra civil que devastou El Salvador nos anos 80 e que encontraram um ambiente tão hostil quanto em Los Angeles - sofriam nas mãos de Crips, Bloods e Sureños, esta última formada por chicanos e nascida nas prisões para defende-los das duas primeiras. (Dá para perceber o efeito dominó que só faz a violência aumentar, afinal você tem de ser mais cruel que o seu agressor se quiser 'ganhar respeito'.)
O núcleo que formou a Mara ouvia heavy metal - até hoje usam o símbolo do chifrinho, mas com os rostos completamente tatuados, fica difícil achar graça -, porém o rap roubou toda a credibilidade que o rock poderia ter nas ruas - e nem precisa culpar a turma do Coldplay. A gangue sinaliza uma mudança no submundo de Los Angeles, agora dominado por latinos; assim como no boxe, um excelente medidor para saber quem está por baixo na sociedade americana. Me dê um punhado de campeões mexicanos, por exemplo, e você recebe gangues da mesma procedência. É tudo sobre dinheiro, certo? Quem assiste The Shield (nerds da ficção científica? Não...) tem uma ideia do que vem a seguir: armênios, russos e a rapaziada bonita do Leste Europeu. Saca aí embaixo o filmes da History sobre a Mara e, depois, sobre os sureños.
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