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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Demorô


Com essa história de Imax e tal, ficou aquela dúvida: é para ver o Batman ou esses documentários com bichos? Que nada! Já imaginei os cinemas do Centro exibindo pornôs em 3D. Aí veio esse link do www.oesquema.com.br/trabalhosujo: http://www.livenews.com.au/Articles/2009/01/25/3D_porn_to_revolutionise_industry
Essa indústria faz mais pelo mundo digital do que a Apple.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Pussy power

Aos 85 anos, Bettie Page está internada, depois de sofrer um ataque cardíaco. O estado é grave. Se tivessem um pingo de libido, as feministas xiitas derrubariam uma lágrima. Poder feminino também é isso aí ao lado. Ou não?

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Panacea para os nossos males


Não me parece a melhor das decisões contracenar com a Demi Moore logo após sair de uma clínica para compulsivos sexuais. É isto que David Duchovny vai fazer nas filmagens de "The Joneses". Ficaria feliz se o personagem Hank Moody, do seriado "Californication", estivesse no comando da vida do ator, mas creio que sua internação tem mais a ver com a vontade de sua esposa do que daquilo que está no meio de suas pernas. Entre as celebridades é assim: deu vexame numa festa? Você tem problemas com álcool. Rehab. Traiu a patroa? Você é um compulsivo sexual. Rehab. Tratar (e deixar ser tratado) como doente quem pula a cerca é, em princípio, bem cômodo para ambas as partes. As mulheres podem argumentar que somente uma anomalia é capaz de fazer seu homem procurar outra. Mas vai questionar se um pouquinho daquela compulsão não poderia ser cultivada em uma estufa ao lado do bidê, para momentos adequados, em vez de ser "tratada". Os homens ganham o perdão da cônjuge, porém serão para sempre vistos como tarados pelas amigas dela - fora que é humilhante assumir aos pares que você deu um créu fora do matrimônio porque é um doente e não, simplesmente, porque é um homem. Isto me lembra um quadro da TV Pirata (não estou certo disso) em que um decorador colocava o marido como uma luminária de canto de sala, pois a presença masculina tornava impraticável o ambiente chique e de bom gosto desejado pela esposa. Os homens são todos iguais, inconvenientes, brutos, cafajestes. Alguns se tratam. Ficam diferentes. Como... luminárias.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O mercado que se foda


Nunca faltou sagacidade nos títulos de filmes pornô. Do clássico "Senta no Meu que Eu Entro na Sua" (uma pornochanchada, na verdade) ao "Fiz Pornô... Continuo Virgem" dá para se divertir com o gênero apenas olhando as capas dos DVDs na seção específica das locadoras. Pensei nisso hoje, ao perder o coquetel de lançamento do último título, estrelado por Caroline Miranda - o não-gancho jornalístico deste texto. A mesma empresa, a Sexxxy World ainda tem o "Foda de Elite", vai vendo...(no link no fim do texto)

Mas nem tudo é gozado no universo do entretenimento adulto. A Buttman, uma das maiores produtoras americanas, simplesmente faliu no Brasil. O mercado reclama da pirataria - e certamente nenhuma associação bancada pela indústria fonográfica comprou a causa do pornô. Se a questão dos direitos autorais de nossos queridos roqueiros pode nos sensibilizar, em relação aos atores e atrizes pornôs você quer simplesmente que eles se fodam. A direção sentido "celebridades" que o segmento tomou pode ser interpretada como uma manobra para ganhar mídia espontânea - o Superpop é um caso à parte, sendo travesti ou cachorra do funk anônimas já está valendo. Ou, simplesmente, que não há vagas na "Malhação" para tantas atrizes - se bem que o caminho inverso, da "Malhação" para o pornô, seja mais curto do que se pensa. (Atualizando, o vídeo com Frota e Cadillac, gravado em 2006, vai ser lançado agora - consumidores podem sofrer de precocidade ejaculatória; o mercado, não.)
Enquanto o mercado vive sua pior crise, a única certeza é que nunca houve tanta gente vendo pornografia como agora. Também neste aspecto, sexo e rock'n'roll caminham juntos.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Quer pagar quanto?


Por ano, os sul-coreanos gastam 526 dólares por cabeça. Os brasileiros, meros 53 cada cabeça achatada. Que diferença, hein?! E não se trata de iguarias como insetos tostados, molho agridoce ou qualquer outro esteriotipo gastronônico que utilizamos para definir esses japas... Estamos falando de sexo - de sexo pago para ser exato. Mas aquele sem trocas de fluidos, feito no conforto do lar, na frente do computador, das revistas (aí é no desconforto do banheiro) e dos televisores - apesar da popularização das TVs de plasma. Uma pesquisa da empresa americana Internet Filter Review aponta o Brasil na quinta colocação, atrás dos campeões da modalidade "Punhos de Aço", os sul-coreanos, dos japoneses (ê japaiada!), dos finlandeses e dos australianos. Por conta dessa posição no ranking, a Playboy deve lançar o sexto canal adulto (como se a CNN fosse pra adolescentes) no país.
Bem, a notícia publicada na Folha deve ter esquecido de avisar que os Estados Unidos estavam fora da disputa. Afinal, a indústria pornográfica de lá só deve perder para a bélica - fazer amor sempre foi mais aterrorizante para os americanos do que fazer guerra. Até desconfio que a famosa foto da menina vietnamita correndo cause mais desconforto no mundo politicamente correto de hoje por causa do corpo desnudo do que pelas queimaduras. Mas o futuro só ao Brasil pertence, então falemos de nós, abençoados por Deus e bonitos por natureza.
Sexo por aqui é uma coisa "muito natural", que "acontece", que "não é o mais importante na relação", que "faz parte", que "precisa ser feito com amor". Ah, vá?! Os gringos, enganados pela promessa de tour pelas alcovas tupiniquins, descobrem rapidinho os caminhos para as termas, os puteiros, as casas de tolerância, de burlesco ou seja o que for, para sentir o sabor nacional. E ainda tem aquelas amigas que acham os europeus mais maduros ou menos machistas do que os pobres brasileiros sem dinheiro.
Sexo pago, a negociata por excelência, ali, no cash, a título de satisfação garantida - ou fingida, dá na mesma - é nojento para certas mulheres. "Com tanta vagabunda querendo dar de graça por aí", se exaltam, fazem pouco caso. Mas se o mundo virou uma putaria, elas esquecem que as profissionais da picardia é que saem ganhando - literalmente. Pagou levou, sem nota, CCDA, três vias, imposto de renda, CPMF, oposição e situação brigando no Senado. Que mal há nisso? Sacanear é um esporte nacional, então a sacanagem é nosso cartão de visitas, a amarelinha que nos representa no campo, na cidade, nas planícies e no cerrado.
Pagar por sexo é como pagar por comida. Sua mãe pode fazer para você de graça, mas não fica bem marmanjo ficar encostado na velha. Às vezes é legal colocar a mesa no quintal.